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Crítica ao Jornalismo

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Publiquei no Digestivo Cultural o artigo Pesquisando (e lendo) o jornalismo. O texto parte de um incômodo meu sobre certa crítica automática à imprensa. Eu escrevi:

A crítica ao jornalismo e à mídia, em geral, me parece insuficiente, por não lidar com o seu objeto de uma forma completa, isto é, desconsiderando sua prática e tomando como foco de análise apenas a sua aparência final. Há uma distância entre o publicado e a práxis que leva à publicação, distância ou simplesmente ignorada ou exclusivamente abordada via paranoia – como nos discursos sobre Grandes Conspirações Midiáticas, que, se podem apontar para alguma verdade, distorcem e confundem por sua conta outra cota de dados. Como pesquisar de forma íntegra e consequente a imprensa? Eu tinha umas ideias soltas sobre isso, eis aqui um esboço de conclusão. O leitor não-jornalista, nessa era em que somos todos jornalistas, talvez encontre alguma utilidade, meios de pedir mais e melhor das “denúncias” eventuais. 

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Discussões Online: Modo de Usar

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Publiquei no Digestivo Cultural a crítica Discutir, debater, dialogar, com quatro pontos que considero muito úteis para que os debates na internet não sejam infrutíferos. Eu escrevi:

(…) a crença em um debate público do qual fazemos parte querendo ou não, participando através do nosso silêncio ou da nossa fala. Trata-se de uma malha de interconexões infinitas, e, se sou um ponto no circuito, posso qualificar o fluxo, interrompê-lo, encorpá-lo, modificá-lo.

Este texto ele próprio é um gesto nesse sentido, pulso elétrico que percorrerá tal malha de muitas maneiras e alcances, perceptíveis ou não. É difícil que você não compartilhe, portanto, da minha crença: as 131 palavras anteriores te atingiram, você provavelmente já se posicionou mesmo que só emocionalmente em relação às ideias essenciais que te passaram (o que seja minha personalidade, a visão de mundo que expus, a tese sobre o status desta coluna). Suas conclusões atuais e as posteriores são movimentos que tiveram ensejo por conta daquele pulso. Mudar, encorpar, interromper são escolhas suas. E assim por diante, de você aos outros.