Arquivo da tag: Política

Ocupação Laerte

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Site para a exposição Ocupação Laerte, no Itaú Cultural, em São Paulo, de setembro a novembro de 2014. Reportagem (pesquisa, entrevistas, redação) e edição são minhas. A produção das entrevistas é de Paula Bertola. Os vídeos foram gravados por André Seiti e Karina Bonini Fogaça (com exceção da gravação com André Dahmer, feita por Rafael Rolim e José Amarílio Jr.), que também editou o material. A captação de áudio é de Ana Paula Fiorotto (no caso do Dahmer, Lucas Imbiriba). Visite.

Ocupação Jards Macalé

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Site para a exposição Ocupação Jards Macalé, no Itaú Cultural, em São Paulo, de novembro de 2013 a janeiro de 2014. Reportagem (pesquisa, entrevistas, redação) e edição são minhas. A produção das entrevistas é de Paula Bertola. Os vídeos foram gravados por André Seiti e Karina Bonini Fogaça, que também editou o material (com o Luiz Melodia, tivemos câmera de Rodrigo Lorezentti e captação de áudio de Ana Paula Fiorotto. Visite.

Linchamentos Segundo a Sociologia

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Publiquei no Observatório de Imprensa o artigo Para compreender os linchamentos, um texto que apresenta as análises do sociólogo José se Souza Martins a respeito dos linchamentos, com base em uma pesquisa que abrange séculos da história brasileira. Eu escrevi:

Martins interpreta os linchamentos como “a ponta visível de processos sociais e da estrutura social”, sintomas de mudanças das hierarquias cultural e econômica, da corrosão da imagem do Estado e de um ideário político específico. Neste texto, resumimos as ideias de dois artigos do sociólogo: “As condições do estudo sociológico dos linchamentos no Brasil“ (1995) e “Linchamento: o lado sombrio da mente conservadora“ (1996), tentando sugerir pautas para futuras reportagens.

É Preciso Dizer: me Orgulho

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Publiquei no Digestivo Cultural a crônica Margarida e Antônio, Sueli e Israel, um texto sobre memória, trabalho, política e origens, histórias do meu avô Antônio, minha avó Margarida, meu pai Israel e minha mãe Sueli (a foto que ilustra este post é um quadro da minha avó). Eu escrevi:

Eu acho, pelo contrário, que é preciso saber dizer: me orgulho. É justamente pela sua habilidade política que as pessoas de origem “ilustre” dão à sua origem esse adjetivo. Não que seja o caso de dizer que toda origem é ilustre, a questão é que a suposta ilustração é a parte menos importante – origem, a mais. A originalidade de cada percurso até o meu percurso particular são relações com (e apesar de) a cultura, a economia, a sociedade. É preciso dizer: me orgulho.

Protestos estudantis e Tendência

Publiquei no Observatório de Imprensa o artigo Cobertura enviesada dos protestos estudantis na USP, uma análise do noticiário da Folha de S.Paulo sobre a greve e ocupação dos estudantes da USP em 2013. Eu escrevi:

Folha de S.Paulo tem realizado uma cobertura parcial das atuais manifestações estudantis na USP, que se declaram por alterações no modelo de eleição do reitor e pela instauração de uma estatuinte (com poder para, por exemplo, extrair das estruturas da universidade ordenações herdadas da ditadura). A parcialidade da cobertura deve se tornar evidente com a interpretação seguinte.

Ações são Mídia

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Publiquei no Digestivo Cultural o artigo Passe Livre, FdE e Black Blocs – enquanto Mídia, um texto que enfoca três dos personagens que receberam destaque social após as jornadas de Junho: os black blocs, o Fora do Eixo e o movimento Passe Livre. Eu escrevi:

Esbocemos uma tese nem tão nova: as ações portam conteúdos narrativos e informativos; as ações são mídia, e, como diz a regra, implicam em reações, também midiáticas. Se assim for, nenhum ato ocorre sem estratégia nesse sentido. Os protestos de junho e correlatos nos dão três exemplos distintos disso. O Movimento Passe Livre (MPL) se dispôs no debate público como um tiro: pontual, compacto, específico, não pode ser diluído no jogo de interesses e ponto de vistas que soe ocorrer. A Mídia Ninja foi por sua vez como uma bomba de efeito moral: sua inserção no campo de atenção das pessoas gerou múltiplos e contraditórios efeitos, o maior deles o vazamento da discussão pela brecha do coletivo Fora do Eixo (FdE), quando explodiu e implodiu. Os Black Blocs, enfim, um homem que ateia o próprio corpo em chamas: indefinido e ao mesmo tempo muito bem definido, sem falar por ninguém, sem nem mesmo se preencher de sentido, obrigou a sociedade a formular sozinha os sentidos, em grandes consensos opostos. Mas as metáforas são só metáforas. Vamos aos fatos.