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Quem Vê, O Que Vê, Como Vê

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Publiquei no Digestivo Cultural a crítica Fotonovela: Sociedade/ Classes/ Fotografia, sobre a exposição com esse título realizada pelo Itaú Cultural. Eu escrevi:

A exposição Fotonovela: Sociedade/Classes/Fotografia traz uma seleção de trabalhos que dilui algumas oposições típicas – verdadeiro e falso, fantasia e realidade, sujeito e objeto – ao mesmo tempo em que exibe os contrastes em situações e classes sociais que parecem coesas. O que se problematiza, em resumo, é a ideia de representação: essa noção é tensionada e desmontada, assim dando a ver não só o que está “por trás” da representação, mas também aos lados, acima e abaixo, e, é claro, em frente: nós – o modo como vemos as coisas – também somos tematizados.

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O Que Não Queremos Sentir

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Publiquei no Digestivo Cultural a crítica Corpo é matéria, corpo é sociedade, corpo é ideia, crítica da exposição Metrô de Superfície – Mostra I Eu escrevi:

(…) a exposição Metrô de Superfície – Mostra I reuniu 13 jovens artistas nordestinos, em um recorte sobre o corpo – desde a acepção mais simples, material mesmo, até o referencial humano, nas relações que o sujeito mantém consigo e com a sociedade. Vou me concentrar em três deles, que me atingiram de maneira particular: Marina de Botas e a mulher que se maquia com uma cega; Carlos Mêlo e arte moderna tateante e exibicionista; Rodrigo Braga, cabeça de cachorro morto grudada na cara. São esses os que mais me desestabilizaram conceitos de beleza, representação, afeto, autoconhecimento, fantasia – como se  tocassem em algum tipo de limite.